terça-feira, 26 de maio de 2009

Rodando em Rotterdam

Erasmo, o "rotterdanês" mais famoso, brinca de estátua

Em Rotterdam, cidade de Erasmo de Roterdã (duh!), minha expectativa era:

- poder conhecer um pouco da cidade, principalmente as casas-cubo;
- comer peixinho na feirinha;
- não subir na torre do sino, pois segundo o guia, estava fechado;
- não ir ao porto, que é o maior da Europa e do mundo, por sinal;
- não ir a nenhum museu, já que queríamos mesmo era rodar.

Já quando saímos da estação, demos de cara com as casas-cubo, vejam só! Também, escolhemos descer na estação Blaak, um pulo de lá.


Rotterdam foi bem destruída durante a 2a. Guerra; grande parte do centro foi bombardeada e hoje ainda dá pra ter uma ideia do prejú quando vemos áreas inteiras sendo construídas. Isso explica por que ela é tão moderna! Tinham a opção de reconstruir tudo como era antes ou dar uma cara nova à cidade... e escolheram isto!
Mas curiosidade pode matar: como é que alguém anda, mora, toma banho ou etc. numa casas dessas sem cair, nem ficar zonzo, nem escorregar ou derrubar nada? Arquitetos, engenheiros, manifestem-se!


E logo mais, como encontramos a feira de sábado, pudemos riscar "comer peixe e ver casas-cubo" da nossa lista. A feira são essas barraquinhas de toldo branco que dá pra ver aí no meio desses prédios todos...

O inesperado: comer framba, essa coisa aí - geneticamente modificada ou não - deliciosa!

framboesa (framboos) + morango (aardbei) = "framba" = delícia!


Andando pelas largas ruas do centro (coisa inusitada), fomos dar na Igreja St. Laurenskerk e, surpresa das surpresas, a torre estava aberta. Subimos eu, a Lud e a Giu, uns 300 e tantos degraus até o topo, ouvindo um pouco da história da cidade e da igreja nas paradinhas. A guia nos disse que era o último fim de semana aberto pra visitas, já que fechariam pra reforma por 2 anos. Sorte!

A vista lá de cima é muito legal! Deu pra ver a arquitetura da cidade, e perceber que nem todas as cidades da Holanda são feitas de casinhas de boneca.

A igreja da coluna torta


Coisa que eu devia ter previsto: dar de cara com o órgão gigante. Mas isso já nem conta, pra falar a verdade, já que estão em todas as cidades. A diferença é que este não tava na feira, mas no centro da cidade, agitadíssimo, pois era o fim de semana do dia das mães. Então, lojas cheias, gente a dar com pau andando, muitas promoções... em qualquer lugar do mundo onde tem dia das mães, I guess.

O velho...

Almoço: andamos e andamos e acabamos indo comer rapidinho no Mac, bem a contragosto, e ainda por cima tivemos que pagar para usar o banheiro. Tinha uma mulher mó nazista que ficava na entrada e só deixava passar quem pagasse $0,40 pra fazer um mero xixizinho. Ai que raiva que deu, viu! Se eu soubesse, juro, tinha comido noutro lugar...

Resolvemos deixar pra lá e continuamos nosso passeio.

Passando por uma praça num "canteiro central", ouvimos música e vimos isto aqui:

o novo...


Demais, né?!

Tinha garotos e garotas andando de bicicleta, patim, skate, you name it... muito legal mesmo.
a transformer...

De lá, fomos a outra parte, ouvimos uma certa música com berimbau e eis que esbarramos numa roda de capoeira em plena Rotterdam... bem bacana. Quantas tribos...!


e o familiar!


Este aqui é o Instituto Holandês de Arquitetura. Deve ser daí que saem essas ideias muito looooucas pra cidade... mas amei as margaridas, tamanho LLLLXXXGGG.


Lud com bexiga do Mac


E o que dizer dos cabides do museu Boijmans van Beuningen?

Vai ser ousado e criativo lá na Conchinchina!

Só três palavras: amei, amei, amei!



Opa, falei que museu não estava na nossa lista. Mas não resistimos. Entramos pra usar o banheiro, confesso. A Lud e a Giu tavam meio apertadas, a gente tava passando na frente do museu, olha que coisa, que coincidência... entramos e vimos a exposição, e devo confessar que foi demais também! Passamos voando por umas partes mais de holandeses tradicionais (Bruegel, van Gogh) e pudemos nos demorar mais em Salvador Dalí, Di Chirico, Kandinsky, Magritte (o do "Isto não é um cachimbo - this is not a pipe e outros).

Espelhando-se

Nos divertimos também no gramado do parque atrás do museu passeando e vendo casais namorando e gente fingindo que não tava nem aí... se bem que teve um que foi e tirou umas fotos de um casal nos amassos... que nem ligou ou não viu... rsrsr...

Silhueta de pássado e eu


Lud cara de bexiga no pátio do Museu


No Oude Haven, pra não dizer que não fomos ao porto...

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