quarta-feira, 3 de junho de 2009

Pentecostes - Pinksterdag II

No post anterior não falei nada sobre o significado de Pentecostes.
Aqui, além de poder ter visto como a festa é bonita e alegre, também aprendi algumas coisas sobre esta data.
Por ex., o pau-de-fita. Que surpresa boa! A Lud não quis contar nada, tudo era segredo...
Mas depois fui ver como isso tinha muito a ver com Pentecostes.
Na WSP, uma classe apresenta esta dança na festa junina, que por sinal é este mês. Aqui, neste dia, todas as classes desta escola, do 1o. ao 6o. ano, apresentaram uma dança da "árvore de maio", que variava em complexidade conforme a turma.

O Paulo traduziu a circular da Mareland School sobre Pentecostes e que explica isto e outros detalhes pra podermos vivenciar e sentir melhor a importância desta data, que não costumamos comemorar no Brasil.
"Pentecostes é a festa da fecundação.
Nas últimas semanas, na natureza houve um desabrochar das forças do crescimento que agora ficaram visíveis. É assombroso como elas se elevaram e se abriram em cores e perfumes nas flores, na grama e nas plantas!
As abelhas e os insetos estão ocupados recolhendo o pólen e, com isso, fecundando as plantas.
A sociedade das abelhas nessa época é um magnífico exemplo da verdadeira harmonia em que cada indivíduo se entrega completamente à tarefa que realiza.
Assim como a planta desabrocha e se abre para a força do sol, o homem também deve se abrir para a força do Espírito Santo que, como está no Evangelho, desceu sobre os apóstolos em línguas de fogo 50 dias após a Páscoa.
Ao festejar Pentecostes, você também pode vivenciar, como uma pessoa inspirada, o acolher do espírito. Pentecostes nos dá possibilidade de florescer e ser fecundado com essa força.
O calor e a força dele fluem para o nosso interior e também podem ser transmitidos, o que faz as pessoas se relacionarem, mesmo sem falarem a mesma língua!
Antigas tradições, entrelaçadas com motivos cristãos, nos conduzem nessa direção:

· A Árvore de Maio (pau-de-fita) é erguida pelo homem entre o Céu e a Terra, enfeitada com fitas e ramos, e é uma bela imagem da ligação da humanidade com a força do espírito. Nas danças de Pentecostes, entrelaçamos as fitas, assim como aqui na Terra deslizamos pela mão nossa “fita vermelha” e criamos alguma coisa acima da nossa cabeça, em esferas mais elevadas. Através dos fios celestes, a ação de um tem conseqüência para os outros. O que você faz como indivíduo tem conseqüências para o todo e para o futuro. Então, o que nós vamos fazer juntos, um belo trançado ou um amontoado confuso de fios?
· Cada um vem vestido de branco como símbolo de beleza e pureza.
· Noiva e noivo como imagem da Terra que se enfeita como noiva para ser fecundada pelo Verbo Divino. Nesse casamento, festejamos a alegria pelo crescimento das forças da natureza.
· Pomba branca ou aves brancas: elas aparecem em muitas narrativas nos indicando o caminho, quando não conseguimos mais ir adiante.

Een inspirerend feest toegewenst! (Desejamos a todos uma festa inspiradora!)"

Vrije School Mareland, Leiden, 29-5-2009

(tradução do texto em holandês: Paulo Chagas de Souza)



Sabe, algumas das melhores lembranças da Holanda que vou levar com certeza será da primavera. É uma coisa incrível realmente!
Pra nós, que somos do Brasil e temos plantas e flores o ano inteiro, é difícil imaginar que depois de ficar toda pelada, coitada, passar o maior frio, a árvore ganha brotinhos, as flores desabrocham, os insetos surgem, tudo revive. E tudo depois cai, "morre" e fica lá adormecido até o próximo ano...
A natureza me ensinou aqui que é preciso ter paciência e esperança. Que ela renasce.
Não sei se aprendi totalmente, mas sempre vou ter uma imagem, como esta aqui abaixo, na cabeça...






Para vocês aí no Brasil que estão quase no inverno, muita esperança em dias mais floridos...
A primavera não tarda!

2 comentários:

Paulo Manzano disse...

"Não sei se aprendi totalmente"
A gente vai sempre aprendendo. Com certeza amadureceu um pouco mais.

A falta de estações bem definidas aqui no Brasil nos faz sentir meio que obrigados a ser feliz e sorridente o ano todo. Mas a vida é um ciclo com vários outros ciclos menores. Por isso acho a educação dos nossos filhos maravilhosa. Todo esse esforço para vivenciarmos as épocas e que de certa forma não aproveitamos por inteiro poi vivemos num outro ritmo.

Curtam bastante esse final. Venham bem floridos!!!

Um abraço

Ieda disse...

É isso mesmo, Paulo! Precisamos viver o ritmo das estações, entender que cada coisa tem sua hora... de alegria, tristeza, de nascer e morrer.
Ainda bem que temos a Waldorf pra nos ajudar a ver essas mudanças-ciclos-épocas! Senão, tudo ia parecer um contínuo. E é difícil aceitar as mudanças qdo se vive assim... beijos a todos!