aventuras e desventuras de uma família nipo-brasileira no país das bicicletas e da sopa de letrinhas...
segunda-feira, 30 de março de 2009
Primavera em Leiden
This world was never meant for one as beautiful as you...
O cara era meio errante, só começou a pintar com 26 anos, depois de tentar ser negociante de obras de arte, padre, professor. Como vendedor, foi demitido por causa do temperamento. Não deu certo como professor. Como padre, tentou não só pregar os ensinamentos da boca pra fora, mas viver os ensinamentos. Chegou a dar a própria roupa do corpo. Seu rebanho não o entendeu, e a igreja o dispensou. Amou as mulheres "erradas", afastou-se da família. Passou mais de um ano a pão e café, comeu só seis refeições quentes. Preferia gastar a mesada que o irmão Theo lhe dava comprando material de pintura. Fumava que nem uma chaminé, ficou doente e com os dentes moles, teve sífilis, era esquizofrênico, um sofrimento, uma desgraça de vida...
Tentou ser amado de todas as formas, e por quase todos foi rejeitado.
Uma vida tempestuosa, como o dia do nosso passeio...
Museumplein, tempestade à vista
Aqui tem um vídeo bonito http://www.youtube.com/watch?v=dipFMJckZOM
com a música Vincent, do Don McLean, que é um retrato lindo da vida e das pinturas do van Gogh. E aqui tá a letra pra mó de acompanhar mió a canção...
Starry
starry night
paint your palette blue and grey
look out on a summer's day
with eyes that know the
darkness in my soul.
Shadows on the hills
sketch the trees and the daffodils
catch the breeze and the winter chills
in colors on the snowy linen land.
And now I understand what you tried to say to me
how you suffered for your sanity
how you tried to set them free.
They would not listen
they did not know how
perhaps they'll listen now.
Starry
starry night
flaming flo'rs that brightly blaze
swirling clouds in violet haze reflect in
Vincent's eyes of China blue.
Colors changing hue
morning fields of amber grain
weathered faces lined in pain
are soothed beneath the artist's
loving hand.
And now I understand what you tried to say to me
how you suffered for your sanity
how you tried to set them free.
perhaps they'll listen now.
For they could not love you
but still your love was true
and when no hope was left in sight on that starry
starry night.
You took your life
as lovers often do;
But I could have told you
Vincent
this world was never
meant for one
as beautiful as you.
Starry
starry night
portraits hung in empty halls
frameless heads on nameless walls
with eyes
that watch the world and can't forget.
Like the stranger that you've met
the ragged men in ragged clothes
the silver thorn of bloody rose
lie crushed and broken
on the virgin snow.
And now I think I know what you tried to say to me
how you suffered for your sanity
how you tried to set them free.
They would not listen
they're not
list'ning still
perhaps they never will.
Van Gogh assinava simplesmente "Vincent"...
Preciso dizer que esse passeio foi de cortar o coração??
Chorei na segunda, na terça e todo dia que falo do cara, choro. Ouço a música e choro...
Escrevi esse post tentando, mas não conseguindo, não chorar.
Aqui tou eu, feliz da vida e triste ao mesmo tempo...
Mas deixando a tristeza pra lá, fomos passear pelo jardim do Museumplein.
onde a gente se divertiu vendo skatistas e patinadores na rampa e subindo nas letras ou, no meu caso, tirando fotos das/nas letras...
Depois, na volta pra casa, de trem, vimos essas paisagens primaveris...
uma plantação toda amarela...
E aqui, em casa, nossos "narcissus" floridos! Também "daffodils", em inglês.
As cores dele combinam com as cores de van Gogh, mas não o nome.
Se tem uma coisa que o cara definitivamente não era, era ser narcisista.
Se ele pintou tantos autorretratos foi simplesmente porque... e isso é de cortar o coração mesmo... não tinha como pagar modelos pra posarem pra ele...

Agora já sabem porque meu blogspot é http://ieda-aorelhadevangogh.blogspot.com/
sexta-feira, 20 de março de 2009
Loreto e Colina Pétrin
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Maravilhoso, apesar das mau humor total da Maxine!
quinta-feira, 19 de março de 2009
Castelo de Praga
Vimos também a exposição sobre os antigos habitantes do castelo, os reis, rainhas, princesas da Boêmia, com sua corte e seus hábitos. Tinha de tudo, desde vestimentas, coroas, objetos de uso pessoal e do dia-a-dia, até esqueletos de nobres, guerreiros e inimigos com cova e tudo!
Enquantos os heróis eram enterrados com seus objetos e armas e condecorações, os inimigos eram mortos e enterrados amarrados, pra não voltarem. Medida de precaução: eles acreditavam que as pessoas voltariam, um dia... eu sei, eles acreditavam em muita coisa engraçada.
A Lud ficou impressionada com o fato de haver épocas de fome em que as pessoas chegaram a roubar cadáveres de enforcados durante a noite pra poderem se alimentar. Ou uma mulher que hospedou outra, repartiu sua pouca comida, mas que não resistiu à tentação e acabou matando e comendo sua "hóspede". Isso acontecia quando havia um ano de colheitas ruins, por causa do clima, de pragas (!!!), de saques... de guerras.
Isso abriu nosso apetite. Fomos almoçar num restaurantezinho que tinha um cardápio supercurto - e incrível! Alguns sandubas caprichados e dois pratos quentes: batata assada com bacon e creme, e goulash, uma delícia que vou tentar reproduzir na volta pra casa, com certeza...
Taí o Paulo, feliz da vida com seu goulash
Outra surpresa: quando visitamos a Basílica de São Jorge, construída em 921 D.C. pelo Príncipe Vratislav, vimos a capela da avó de São Venceslau, nada mais, nada menos do que Santa Ludmila!!!!!!!!!
Essa aí do lado é a Basílica, e embaixo, quem diria?!
Sta. Ludmila!!!
Ou não...
A Lud gostou (e não) de saber que tem uma xará famosa e santa...
Adorei também uma história sobre a tal da Defenestração. Os praguenses tinham o péssimo costume de defenestrar gente, e antes que você pense no pior, digo logo que é "atirar pela janela". A 1a. ocorrência foi durante as Guerras Hussitas, em 1419 (como consta no guia).
O 2o. episódio de defenestração (e mais famoso, e que deu origem à essa bizarra tradição tcheca) foi em 1618 e deflagrou a Guerra dos 30 anos. Dessa vez os protestantes defenestraram os governantes católicos.
Tem até um quadro - A Defenestração de Praga, 1889 -, pintado por Václav von Brozik mais de 250 anos depois do ocorrido. Prá vocês verem como isso ficou guardado na memória do povo!
Tentei criar uma montagem de algumas fotos do Castelo de Praga.
Tomara que consigam ver a maravilha que foi esse passeio!
Recomendo!!!!!!!!!
quarta-feira, 18 de março de 2009
Praça da Cidade Antiga e arredores
Andando a pé pelos quarteirões ali pertinho do hotel...
Vimos muita coisa diferente, interessante.
As fotinhas aqui dão uma ideia melhor... e só clicar e pronto!
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Praga, finalmente!
A Giulia foi lendo um livro que ela não largava desde que comprou, a Lud brincando, eu e o Paulo, conversando.sábado, 14 de março de 2009
Ursos
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Berlin Alexanderplatz
Mas que graça teria, afinal de contas, uma mera torre de TV?
A torre virou ponto turístico obrigatório por ter uma bela vista da cidade.
Porque o lado ocidental tinha uma torre de rádio, a Berliner Funkturm, de 1926, e era uma grande atração. Então, pra não ficar pra trás, construíram a Fernsehturm http://www.berlinerfernsehturm.de/.
Rathaus - antiga prefeitura
quarta-feira, 11 de março de 2009
O que você levaria, se tivesse que deixar seu país?
Não sabia exatamente o que ia encontrar nesse museu, além de ser óbvio que era sobre judeus. Achava que precisávamos (talvez as meninas mais do que eu) de um pouco mais de informação sobre os judeus além daquela que vimos na casa da Anne Frank em Amsterdã. Talvez.

Sei lá, não sei se não quiseram abusar por estarem na Alemanha e se sentirem meio que... convidados?
O legal é que deu pra ter uma ideia que a coisa da perseguição vem de muito tempo atrás, da Idade Média.
Os judeus foram excluídos de algumas ocupações, tipo não podiam ser padeiros, alfaiates, e outras coisas. Sei lá, parece que eram impuros. E o que acabou sobrando? Mexer com dinheiro! Ter banco, emprestar, etc. era coisa de judeu, mesmo porque os cristãos não podiam "cobrar juros".
Além disso, os judeus tinham que pagar mais impostos pra tudo quanto é coisa. Tinha até um imposto de "carga", normalmente cobrado sobre animais, mas que as pessoas judias tinham que pagar pra entrar numa cidade. Humilhante.
Eles também trabalhavam de mascate, e percorriam várias quilômetros andando, carregando coisas pra vender.
Um judeu famoso e querido: Levi Strauss!
Inventou nada menos que a calça jeans.
Do museu, o Paulo quis visitar uma livaria na mesma rua.
Nós, pra não ficarmos deprê, resolvemos ficar numa praça gelada e nevada perto do museu. Adivinha por que, né?
A neve caía sem parar e se acumulava nas calçadas, praças. Como resistir?
Não resistindo, ué.
E lá foram as duas brincar na neve. Enrolar, moldar, rolar a neve pra juntar como rocambole e fazer um monte legal. E carregar e empilhar...
Tã-dã!!!!!! Fritz, o boneco de neve do cabelo punk!!!
De lá fomos pra Gedächtnis Kirche, aquela igreja semidestruída. Ela foi "conservada" assim como lembrança, "pra ninguém mais pensar em fazer uma guerra, pois olhaí o resultado". Parece que certos líderes mundiais não visitaram esta igreja ou não se emocionaram ao ver suas ruínas.
Dizem que em Dresden a coisa foi ainda pior. Muitas bombas caíram lá e muita gente morreu.
Cicatrizes de uma guerra
O teto no interior da igreja ficou todo craquelado. Mesmo assim, é bonito.
Taí, mais feridinhas abertas de Berlim.


