segunda-feira, 30 de março de 2009

Primavera em Leiden

A primavera dá as caras por aqui... incrível como num espaço de poucos dias, o ar fica menos frio, as folhinhas brotam nas árvores e arbustos, as flores desabrocham.
Agora, em vez de gatos, acordo com pássaros fazendo a maior algazarra pelo bairro!
As pessoas (nós, inclusive!) estavam ansiosas pra tomar um solzinho.
Então, sábado passado, quando a nova estação chegou, comemoramos dando um passeio de boas-vindas pelos canais em volta do centro de Leiden - os Singels. Foram 6,5 km de puro prazer, pedalando sem pressa, curtindo a paisagem renovada e colorida.
E algumas fotos da chegada da primavera, em Leiden...

This world was never meant for one as beautiful as you...


Sterrennacht - Noite estrelada


Amo esse pôster no meu quarto em Sampa, comprado na escadaria da Stanford Bookstore, há mais de 10 anos...
E apesar de linda, essa fotinha aí não chega aos dedos dos pés do quadro! Não dá pra ver as pinceladas grossas, as cores e a textura do original...
E, vamo deixá bem claro, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
Se eu já gostava do pôster, imagina a minha cara quando vi the real thing no museu van Gogh!


A exposição é um show! Tem várias obras dele, uma retrô da vida e do homem...
bem montada, mas sobretudo emocionante! Tivemos muita sorte, porque Sterrennacht veio do MoMa pra Amsterdã especialmente pra isso. As meninas participaram de uma caça ao tesouro, muito legal. No fim, depois de completarem a missão, ganharam sticker de "Van Gogh Expert" e postais.

Sobre Vincent (van Gogh)
O cara era meio errante, só começou a pintar com 26 anos, depois de tentar ser negociante de obras de arte, padre, professor. Como vendedor, foi demitido por causa do temperamento. Não deu certo como professor. Como padre, tentou não só pregar os ensinamentos da boca pra fora, mas viver os ensinamentos. Chegou a dar a própria roupa do corpo. Seu rebanho não o entendeu, e a igreja o dispensou. Amou as mulheres "erradas", afastou-se da família. Passou mais de um ano a pão e café, comeu só seis refeições quentes. Preferia gastar a mesada que o irmão Theo lhe dava comprando material de pintura. Fumava que nem uma chaminé, ficou doente e com os dentes moles, teve sífilis, era esquizofrênico, um sofrimento, uma desgraça de vida...
Mesmo assim (e talvez por isso mesmo), pintou tantas coisas lindas!

Tentou ser amado de todas as formas, e por quase todos foi rejeitado.
Tentou fundar uma comunidade pra pintores no sul da França, chamou alguns colegas, só foi o Gauguin. E mesmo assim, depois de muita insistência. Mas eles discordavam de pontos essenciais, brigaram e se separaram depois de um verão. E acidente ou não, foi por isso que ele perdeu uma orelha...

Pintou muito em 10 anos somente -uns 800 quadros, fora desenhos e tal; mas vendeu só 6 quadros. Segundo alguns, vendeu só 1 quadro a vida inteira!

Uma vida tempestuosa, como o dia do nosso passeio...


Museumplein, tempestade à vista

Aqui tem um vídeo bonito http://www.youtube.com/watch?v=dipFMJckZOM
com a música Vincent, do Don McLean, que é um retrato lindo da vida e das pinturas do van Gogh. E aqui tá a letra pra mó de acompanhar mió a canção...


Starry
starry night
paint your palette blue and grey

look out on a summer's day
with eyes that know the
darkness in my soul.
Shadows on the hills
sketch the trees and the daffodils

catch the breeze and the winter chills

in colors on the snowy linen land.
And now I understand what you tried to say to me

how you suffered for your sanity
how you tried to set them free.
They would not listen
they did not know how

perhaps they'll listen now.

Starry
starry night
flaming flo'rs that brightly blaze

swirling clouds in violet haze reflect in
Vincent's eyes of China blue.
Colors changing hue
morning fields of amber grain

weathered faces lined in pain
are soothed beneath the artist's
loving hand.
And now I understand what you tried to say to me

how you suffered for your sanity
how you tried to set them free.
perhaps they'll listen now.

For they could not love you
but still your love was true

and when no hope was left in sight on that starry
starry night.
You took your life
as lovers often do;
But I could have told you
Vincent
this world was never
meant for one
as beautiful as you.

Starry
starry night
portraits hung in empty halls

frameless heads on nameless walls
with eyes
that watch the world and can't forget.
Like the stranger that you've met

the ragged men in ragged clothes

the silver thorn of bloody rose
lie crushed and broken
on the virgin snow.
And now I think I know what you tried to say to me

how you suffered for your sanity

how you tried to set them free.
They would not listen
they're not
list'ning still
perhaps they never will.


Van Gogh assinava simplesmente "Vincent"...
Preciso dizer que esse passeio foi de cortar o coração??
Chorei na segunda, na terça e todo dia que falo do cara, choro. Ouço a música e choro...

Escrevi esse post tentando, mas não conseguindo, não chorar.


Aqui tou eu, feliz da vida e triste ao mesmo tempo...

Mas deixando a tristeza pra lá, fomos passear pelo jardim do Museumplein.



onde a gente se divertiu vendo skatistas e patinadores na rampa e subindo nas letras ou, no meu caso, tirando fotos das/nas letras...





Depois, na volta pra casa, de trem, vimos essas paisagens primaveris...



uma plantação toda amarela...


E aqui, em casa, nossos "narcissus" floridos! Também "daffodils", em inglês.
As cores dele combinam com as cores de van Gogh, mas não o nome.


Se tem uma coisa que o cara definitivamente não era, era ser narcisista.

Se ele pintou tantos autorretratos foi simplesmente porque... e isso é de cortar o coração mesmo... não tinha como pagar modelos pra posarem pra ele...

Agora já sabem porque meu blogspot é http://ieda-aorelhadevangogh.blogspot.com/

sexta-feira, 20 de março de 2009

Loreto e Colina Pétrin

Nosso dia nas montanhas Pétrin foi assim...

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Maravilhoso, apesar das mau humor total da Maxine!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Castelo de Praga



Portão principal do Castelo


A visita ao castelo foi, talvez, a melhor coisa de Praga... principalmente se você for, como nós, com crianças a tiracolo. Ou não.
Já no 1o. dia vimos da beira do rio Moldava (Vltava) o castelo lá no alto.
Isso me lembrou de Budapeste, pois da cidade (antiga Peste) vemos o castelo no alto da colina em Buda, as duas partes também separadas por um rio, no caso o Danúbio (Duna).
Como compramos logo um passe pra visita completa, pudemos entrar em todas as partes do castelo - e quando digo castelo, quero dizer todo o complexo dentro dos muros, e isso inclui igrejas, páteos, ruas, praças, lojas, fortificações, restaurantes, masmorras, torres - e não só o palácio real, onde hoje mora o presidente.


Catedral de São Vito

A principal é essa aí, a Catedral de São Vito, que é um caso sério: o Príncipe Venceslau ergueu uma rotunda sobre um local de adoração pagão e o dedicou a São Vito. Um tal de Matyás z Arrasu iniciou a construção da Catedral em 1344 quando Praga se tornou um arcebispado. Petr Parlér continuou os trabalhos, que pararam com as Guerras Hussitas.
Resumindo: o castelo só foi concluído em 1929!!!
O resultado foi uma construção que começou gótica e tem toques renascentistas.
Sem falar de otras cositas más...


Nós descendo pro subsolo,
onde não vimos muita coisa, de tão escuro que é...
Os pontos altos do foram a vista inacreditável de Praga que temos lá de cima, principalmente porque nevou um bocado, e tudo ficou bem branquinho, parecia coberto com açúcar de confeiteiro.

Vista das casas, da colina Pétrin e da Torre


Vimos também a exposição sobre os antigos habitantes do castelo, os reis, rainhas, princesas da Boêmia, com sua corte e seus hábitos. Tinha de tudo, desde vestimentas, coroas, objetos de uso pessoal e do dia-a-dia, até esqueletos de nobres, guerreiros e inimigos com cova e tudo!

Enquantos os heróis eram enterrados com seus objetos e armas e condecorações, os inimigos eram mortos e enterrados amarrados, pra não voltarem. Medida de precaução: eles acreditavam que as pessoas voltariam, um dia... eu sei, eles acreditavam em muita coisa engraçada.

A Lud ficou impressionada com o fato de haver épocas de fome em que as pessoas chegaram a roubar cadáveres de enforcados durante a noite pra poderem se alimentar. Ou uma mulher que hospedou outra, repartiu sua pouca comida, mas que não resistiu à tentação e acabou matando e comendo sua "hóspede". Isso acontecia quando havia um ano de colheitas ruins, por causa do clima, de pragas (!!!), de saques... de guerras.


Isso abriu nosso apetite. Fomos almoçar num restaurantezinho que tinha um cardápio supercurto - e incrível! Alguns sandubas caprichados e dois pratos quentes: batata assada com bacon e creme, e goulash, uma delícia que vou tentar reproduzir na volta pra casa, com certeza...


Taí o Paulo, feliz da vida com seu goulash

Outra surpresa: quando visitamos a Basílica de São Jorge, construída em 921 D.C. pelo Príncipe Vratislav, vimos a capela da avó de São Venceslau, nada mais, nada menos do que Santa Ludmila!!!!!!!!!

Isso mesmo, Ludmila foi uma princesa que abandonou a riqueza, o título e foi lá se dedicar à Igreja e aos pobres.

Essa aí do lado é a Basílica, e embaixo, quem diria?!


Sta. Ludmila!!!


Ou não...

A Lud gostou (e não) de saber que tem uma xará famosa e santa...

Adorei também uma história sobre a tal da Defenestração. Os praguenses tinham o péssimo costume de defenestrar gente, e antes que você pense no pior, digo logo que é "atirar pela janela". A 1a. ocorrência foi durante as Guerras Hussitas, em 1419 (como consta no guia).

O 2o. episódio de defenestração (e mais famoso, e que deu origem à essa bizarra tradição tcheca) foi em 1618 e deflagrou a Guerra dos 30 anos. Dessa vez os protestantes defenestraram os governantes católicos.

Tem até um quadro - A Defenestração de Praga, 1889 -, pintado por Václav von Brozik mais de 250 anos depois do ocorrido. Prá vocês verem como isso ficou guardado na memória do povo!

Tentei criar uma montagem de algumas fotos do Castelo de Praga.
Tomara que consigam ver a maravilha que foi esse passeio!
Recomendo!!!!!!!!!

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quarta-feira, 18 de março de 2009

Praça da Cidade Antiga e arredores

Fomos descobrindo Praga aos pouquinhos.
Andando a pé pelos quarteirões ali pertinho do hotel...


Vimos muita coisa diferente, interessante.
As fotinhas aqui dão uma ideia melhor... e só clicar e pronto!



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Praga, finalmente!

Pôr-do-sol na Alemanha



Viajamos de Berlim a Praga no fim da tarde do dia 17 de fevereiro.

Uma viagem de trem bem tranquila, os vagões estavam praticamente vazios...

A Giulia foi lendo um livro que ela não largava desde que comprou, a Lud brincando, eu e o Paulo, conversando.
Comemos nossos sandubas, bebemos e papeamos bastante.
Quando chegamos a Praga, já era noite.

Confesso que fiquei com medo por chegar a um país no qual não falava a língua local.



Sair de um país como a Alemanha e entrar num assim... menos desenvolvido... como a República Tcheca foi uma mudança e tanto.

E, ainda por cima, descemos numa estação mais afastada - a central está em reformas.

E se tem uma coisa que não gosto é chegar à noite numa cidade estranha, qualquer que seja ela.

Ainda por cima, nosso planejamento teve um furo. Pequeno, mas que nos rendeu alguns momentos de preocupação, eu diria, já que estávamos sem coroas (não vale dizer que tinha eu). É, não sabia que o euro ainda não tinha sido adotado por lá.


O que seria um problema menor ou nenhum, se tivéssemos descido na Estação Central. Que não foi o caso.

Enfim, tínhamos que ir pro hotel de alguma forma. Li que os táxis de lá, dependendo, não são lá muito confiáveis. Ou os motoristas te roubam ou te enrolam no taxímetro, segundo o DK Eyewitness Travel.

Depois de pegar algumas notas de coroa no caixa eletrônico, rodar e observar outros que estavam meio perdidos como nós naquela estaçãozinha meia-boca, sem casa de câmbio, sem uma alma viva pra dar informação ou trocar a grana e sem conseguir comprar bilhetes na máquina (que pedia moedas!), resolvemos sair de lá de metrô mesmo. Não era o que queríamos, mas lá fomos nós. Tivemos que "improvisar".

O que neste caso, quer dizer "pegar o metrô sem pagar".

A Lud não gostou nada, nada.

É bom (e gozado) quando a gente vê como a criança tá entendendo o que é certo e o que é errado. Ela já cansou de ouvir a gente falar que tem que comprar bilhete, mesmo que os fiscais ou motoristas não peçam. Então, quando a gente viajou esse tantinho da estação até o hotel sem pagar, pra ela foi um horror ... fez a maior careta, chorou, ficou com a maior cara de culpada. Perguntou se nós podíamos ser presos por isso!

Explicamos que neste caso (e só neste) foi uma emergência.



Uma cidade perto de Praga de nome impronunciável


Depois de irmos de metrô de Nádrazi Holesovice para Florenc e de lá pra Námesti Republiky chegamos ao Hotel Axa (ufa, que nome fácil), meio escondido, mas interessante.

O mais legal foi na hora de registrar. O recepcionista quando viu a ficha e o passaporte brasileiraço da Lud comentou surpreso: Nossa, é um nome tcheco!

Tínhamos chegado a Praga!





sábado, 14 de março de 2009

Ursos

Antes de sair de Berlim, não podia deixar de postar um scrap sobre ursos, tão presentes e queridos! Eles estão em toda parte! E a sacada é aquela mesma das vacas pintadas que percorreram o mundo: cada um tem o toque de um artista e fica exposto num lugar público, assim todos aproveitam.


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Berlin Alexanderplatz

Programação do dia: Alexanderplatz e Fernsehturm, a torre de TV da ex-Berlim Oriental.
Visitar Alexanderplatz era meu sonho de estudante: quando estudava literatura alemã com Willi Bolle, lia obras de autores instigantes que discutíamos com paixão. Uma obra muita comentada foi Berlin Alexanderplatz, de Alfred Döblin, retrato da Alemanha entreguerras, depois filmada por Fassbinder. Uma grande obra e um grande filme. Bem, ao menos o filme tem 16 horas de duração. Mais que o Senhor dos Anéis que levei 3 dias pra ver!
Imaginem então a minha emoção de estar justamente aqui!

Mas que graça teria, afinal de contas, uma mera torre de TV?


A torre virou ponto turístico obrigatório por ter uma bela vista da cidade.
Parece piada, mas na verdade ela foi construída pelos antigos governantes comunistas menos por motivos políticos e mais por dor de cotovelo mesmo. Coisa meio infantil essa, mas no fim todo mundo sai ganhando.
Porque o lado ocidental tinha uma torre de rádio, a Berliner Funkturm, de 1926, e era uma grande atração. Então, pra não ficar pra trás, construíram a Fernsehturm http://www.berlinerfernsehturm.de/.
Nesta minha foto não dá pra ver bem, mas quando o sol brilha no telhado da cúpula de aço inoxidável da Fernsehturm, o reflexo geralmente aparece sob a forma de uma cruz. Isso foi chamado pelos berlinenses da época de a "vingança do Papa", porque o efeito "Cruz" não foi nem previsível nem desejada pelos idealizadores comunistas...
Fernsehturm, linda num dia de muita neve e céu azul
No saguão, vimos a galeria/museu onde havia vários perfis de torres e os prédios mais altos do mundo todo. A espera não foi grande, mas suficiente pra podermos ler e reler as informações.
Depois, quando nosso "lote" foi liberado pra subir, pegamos o elevador que levou 40 segundos pra subir 200 metros. Dá pra sentir o ouvido pipocar...
e não tem como não lembrar das finadas Torres Gêmeas.
De lá de cima, tivemos essas vistas aí:



Foi um passeio muito bonito.
Ver Berlim toda nevada, branquinha e brilhante.
Os blocos de prédios homogêneos da era comunista, com seus "apertamentos"...
Quando descemos, tivemos que sair depressa e encontrar o Paulo pra almoçar no Avanti, passar no hotel pra pegar as malas e correr pra estação de trem. Tudo cronometrado.

Rathaus - antiga prefeitura

quarta-feira, 11 de março de 2009

O que você levaria, se tivesse que deixar seu país?

Foram essas palavras que vimos numa das paredes do modernoso Jüdisches Museum - Museu Judaico em Berlim: http://www.juedisches-museum-berlin.de/site/EN/homepage.php?meta=TRUE.
Pois é, o que levar? Como escolher o que é importante, que não vai dar pra viver sem?
Algo querido? Algo útil? Algo valioso?

Não sabia exatamente o que ia encontrar nesse museu, além de ser óbvio que era sobre judeus. Achava que precisávamos (talvez as meninas mais do que eu) de um pouco mais de informação sobre os judeus além daquela que vimos na casa da Anne Frank em Amsterdã. Talvez.



Escada interminável: estaria começando aqui nosso martírio "judaico"?

Ele é tão moderno que é estranho, sabe como?

Como em outros lugares turísticos, fomos 'avisados' que podíamos deixar de graça mochilas e casacos no Garderobe. Quando chegamos lá, vimos que não era gentileza nem opcional. Tivemos que deixar tudo! Só fiquei com a máquina e as entradas.

A escada aí de cima sai do hall - lugar da bilheteria, chapelaria, áudio-guia - e sobe direto pro último andar, onde começa o trajeto. Fomos andando, lendo, vendo, e descendo.


Aí em cima, placas de ruas alemãs, querendo dizer que eles faziam parte da sociedade alemã há muito tempo. Então, pra que tanto ódio, tanta perseguição?









Uma das partes mais impressionante pra mim foi a Torre do Holocausto, um lugar gelado e esquisito, como era de se esperar.












Do museu eu gostei médio. Claro que não queria que tivesse muita coisa sobre o holocausto, mas esperava que ele tivesse mais coisas.

Enfim, já fui ao campo de concentração de Dachau e a algum outro museu nos EUA e vi cenas mais cruas, então parece que aqui ficou faltando algo.

Sei lá, não sei se não quiseram abusar por estarem na Alemanha e se sentirem meio que... convidados?


O legal é que deu pra ter uma ideia que a coisa da perseguição vem de muito tempo atrás, da Idade Média.

Os judeus foram excluídos de algumas ocupações, tipo não podiam ser padeiros, alfaiates, e outras coisas. Sei lá, parece que eram impuros. E o que acabou sobrando? Mexer com dinheiro! Ter banco, emprestar, etc. era coisa de judeu, mesmo porque os cristãos não podiam "cobrar juros".

Além disso, os judeus tinham que pagar mais impostos pra tudo quanto é coisa. Tinha até um imposto de "carga", normalmente cobrado sobre animais, mas que as pessoas judias tinham que pagar pra entrar numa cidade. Humilhante.

Eles também trabalhavam de mascate, e percorriam várias quilômetros andando, carregando coisas pra vender.









Um judeu famoso e querido: Levi Strauss!



Inventou nada menos que a calça jeans.










Do museu, o Paulo quis visitar uma livaria na mesma rua.

Nós, pra não ficarmos deprê, resolvemos ficar numa praça gelada e nevada perto do museu. Adivinha por que, né?
A neve caía sem parar e se acumulava nas calçadas, praças. Como resistir?
Não resistindo, ué.


E lá foram as duas brincar na neve. Enrolar, moldar, rolar a neve pra juntar como rocambole e fazer um monte legal. E carregar e empilhar...





até chegar ao boneco de neve!


Tã-dã!!!!!! Fritz, o boneco de neve do cabelo punk!!!

De lá fomos pra Gedächtnis Kirche, aquela igreja semidestruída. Ela foi "conservada" assim como lembrança, "pra ninguém mais pensar em fazer uma guerra, pois olhaí o resultado". Parece que certos líderes mundiais não visitaram esta igreja ou não se emocionaram ao ver suas ruínas.

Dizem que em Dresden a coisa foi ainda pior. Muitas bombas caíram lá e muita gente morreu.


Cicatrizes de uma guerra

O teto no interior da igreja ficou todo craquelado. Mesmo assim, é bonito.
Taí, mais feridinhas abertas de Berlim.