quarta-feira, 18 de março de 2009

Praga, finalmente!

Pôr-do-sol na Alemanha



Viajamos de Berlim a Praga no fim da tarde do dia 17 de fevereiro.

Uma viagem de trem bem tranquila, os vagões estavam praticamente vazios...

A Giulia foi lendo um livro que ela não largava desde que comprou, a Lud brincando, eu e o Paulo, conversando.
Comemos nossos sandubas, bebemos e papeamos bastante.
Quando chegamos a Praga, já era noite.

Confesso que fiquei com medo por chegar a um país no qual não falava a língua local.



Sair de um país como a Alemanha e entrar num assim... menos desenvolvido... como a República Tcheca foi uma mudança e tanto.

E, ainda por cima, descemos numa estação mais afastada - a central está em reformas.

E se tem uma coisa que não gosto é chegar à noite numa cidade estranha, qualquer que seja ela.

Ainda por cima, nosso planejamento teve um furo. Pequeno, mas que nos rendeu alguns momentos de preocupação, eu diria, já que estávamos sem coroas (não vale dizer que tinha eu). É, não sabia que o euro ainda não tinha sido adotado por lá.


O que seria um problema menor ou nenhum, se tivéssemos descido na Estação Central. Que não foi o caso.

Enfim, tínhamos que ir pro hotel de alguma forma. Li que os táxis de lá, dependendo, não são lá muito confiáveis. Ou os motoristas te roubam ou te enrolam no taxímetro, segundo o DK Eyewitness Travel.

Depois de pegar algumas notas de coroa no caixa eletrônico, rodar e observar outros que estavam meio perdidos como nós naquela estaçãozinha meia-boca, sem casa de câmbio, sem uma alma viva pra dar informação ou trocar a grana e sem conseguir comprar bilhetes na máquina (que pedia moedas!), resolvemos sair de lá de metrô mesmo. Não era o que queríamos, mas lá fomos nós. Tivemos que "improvisar".

O que neste caso, quer dizer "pegar o metrô sem pagar".

A Lud não gostou nada, nada.

É bom (e gozado) quando a gente vê como a criança tá entendendo o que é certo e o que é errado. Ela já cansou de ouvir a gente falar que tem que comprar bilhete, mesmo que os fiscais ou motoristas não peçam. Então, quando a gente viajou esse tantinho da estação até o hotel sem pagar, pra ela foi um horror ... fez a maior careta, chorou, ficou com a maior cara de culpada. Perguntou se nós podíamos ser presos por isso!

Explicamos que neste caso (e só neste) foi uma emergência.



Uma cidade perto de Praga de nome impronunciável


Depois de irmos de metrô de Nádrazi Holesovice para Florenc e de lá pra Námesti Republiky chegamos ao Hotel Axa (ufa, que nome fácil), meio escondido, mas interessante.

O mais legal foi na hora de registrar. O recepcionista quando viu a ficha e o passaporte brasileiraço da Lud comentou surpreso: Nossa, é um nome tcheco!

Tínhamos chegado a Praga!





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