quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Sint Maarten

Lud, Myra e Christy

lanterna de beterraba da Lud

Sint Maarten escavado na abóbora por Monique

Esperamos com ansiedade a chegada do dia 11 de novembro. Era o dia em que a Ludmila iria visitar a 1a. amiguinha e que faríamos a caminhada de Sint Maarten. A data é comemorada mais por escolas antroposóficas, como a nossa, mas não pelos holandeses em geral. Estávamos bem curiosos, porque não conhecíamos esse santo, e aqui ele é muito importante. Eram 18h e a noite prometia. Com as luzes apagadas, ouvimos um conto no teatro da escola, que estava supercheio. Me senti realmente em casa, aconchegada, muito feliz de estar ali compartilhando aquele momento com outras famílias, apesar de não entender tudo que era dito. A Lud tinha ido direto da casa da Yuri na bicicleta de 3 lugares (!) logo depois do lanche e, na escuridão do teatro, nos encontramos todos depois da história. Aí veio a parte mais emocionante, para mim, em que sempre choro nessa festa em SP. Em fila, as crianças saíram do teatro, carregando suas lanternas de beterraba, acompanhadas de uma sanfona e cantando - em holandês, claro - a música da lanterna! Não acreditamos! Foi demais, mesmo!
Depois disso, o passeio propriamente dito. Cada classe, com seu professor, percorreu um trecho do bairro, cantando pelas ruas e batendo nas portas das casas das pessoas, que deram doces, frutas, biscoitos. Uma verdadeira festa! No final, todos voltaram para a escola, onde tomamos uma bela sopa preparada com os "pedaços da lanterna" escavados da abóbora, da beterraba etc. Lá reencontramos outros pais e professores, e aprendemos a história de Martinho, que ele de fato existiu e não é só conversa-pra-boi-dormir. Gostamos muito do "famoso" (aspas, porque eu não conhecia) episódio do manto.
"Um dia um mendigo que tiritava de frio pediu-lhe esmola e, como não tinha, o cavalariano cortou seu próprio manto com a espada, dando metade ao pedinte. Durante a noite o próprio Jesus lhe apareceu em sonho, usando o pedaço de manta que dera ao mendigo e agradeceu a Martinho por tê-lo aquecido no frio. Dessa noite em diante, ele decidiu que deixaria as fileiras militares para dedicar-se à religião."
Não se parece com o nosso famoso (mesmo) "ensinar a pescar e não simplesmente dar o peixe"?
Gostamos muito de conhecer o lado B da festa da lanterna, versão holandesa.


4 comentários:

Anônimo disse...

Adorei as fotos e a história de Sint Marteen!

É lindo ver a festa, a música, as crianças com suas lanternas, tudo tão parecido e tão diferente ao mesmo tempo!

Imagino que esses pontos semelhantes devem estar ajudando muito no processo de adaptação das meninas na escola.

Muitos beijos para todos!

Ieda disse...

E é exatamente isso, Ana! tudo parecido e diferente ao mesmo tempo. É como se estivéssemos numa dimensão paralela da escola... rsrsr...
Muito emocionante ouvir essa musiquinha, não é? Nos sentimos em casa. Só faltou a fogueira, pq o frio tava de lascar. Ainda bem q tinha a sopinha.
bjs, Ieda

Karina Imamura disse...

A musiquinha tem o mesmo ritmo!!!
Mó legal. E de que era feita a lanterna da Lud? Parecia um legume.
bjs

Ieda disse...

Era de beterraba! Só durou uma semana. Acendemos em casa mas ficou chamuscada e fedida, então, ela se despediu da lanterna e jogou no lixo mesmo.