terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Amster-damn!

Oi e tchau, Ceifador! Vai indo que eu não vou...



Sim, devo confessar que sair aqui do interior e ir pruma metrópole me assustou um pouco. E nem tem a ver com esse meigo senhor de capuz preto e foice, espada, buzina aí de cima não...











Amsterdã é como Leiden, só que bem maior e com todas as facilidades e complicações. Apesar da presença tranquilizante do Cavaleiro das Trevas e dos alegres pingüins na praça central, já tem mais trânsito - coisa rara aqui em Leiden - de carros, bondes, barcos, bicitáxis, bicicletas-, já tem McDonald's e outros milhares de fast-foods indianos, indonésios, argentinos, holandeses. E gente, muita gente andando, os japas como sempre em bando, e batedor de carteira, afinal Sinterklaas já passou mas ainda tem Papai Noel, e todo mundo anda abonado e quer fazer compras apesar da crise, e além de tudo isso, ainda tem turista do mundo inteiro pra tudo quanto é lado. E tem brasileiros, que se fazem notar, e que nós meio que despistamos, com minha cara de japa e a de azerbaijano do Paulo... para dar uma de turista neste finde.





Mas a cidade também tem seu lado mais calmo. É só sair um pouco da praça do Palácio Real, do comércio agitado, dos shoppings centers, dos que tentam nos vender de tudo (tudo mesmo), e andar pelas ruinhas e canais, e foi justamente isso que fizemos. Acho que muitos que vêm pra cá querem viver Amsterdã no limite - ir às compras... visitar o bairro da luz vermelha... beber Amstel, Heineken até cair na rua... fumar maconha, ingerir cocaína e ecstasy como se não houvesse amanhã... enfim... gosto é gosto e tralalá...




Então fomos começar por andar pelas ruazinhas estreitinhas, vendo vitrines de lojas - fechadas -, pois apesar de ser dezembro, o comércio aqui não fica aberto até não sei que horas como SP... isso é algo que estou tentando me acostumar, pois tudo abre meio tarde e fecha bem cedo, tipo 17h. Sem contar o dia da folga das lojas...




"Het Achterhuis" (A casa dos fundos)
Atrás desta estante de livros

ficava o esconderijo onde morou a família da Anne


Demos uma passada na casa da Anne Frank. A fila era grande, o frio e a fome também. A saída foi comer num banco ali perto, descansar e enfrentar a fila. Que valeu a pena. O lugar é triste, já chorei na primeira sala logo que entrei. Mas é tudo muito bonito, simples, e emocionante. Vou ver se leio de novo o diário, agora sob nova perspectiva. Compramos a versão original, em holandês. Na livraria havia edições nas línguas mais faladas e lidas - inglês, espanhol, alemão, francês... e outras, nem tanto assim - hebraico, bengalês, russo, árabe... A Giu vai ler na versão original, sem tecla SAP.



Depois do tour pela casa, uma merecida pausa pro cappucino e chocolate no Bagels & Beans.
Hummmm... nada como esquentar a alma e o corpo...



Quando já estávamos nos dando por satisfeitos, resolvemos dar uma volta de barco pelos canais. Estávamos meio cansados. As meninas até cochilaram, mas acordaram quando o barco saiu dos canais e entrou na área do porto, ou seja, foi pro mar.





Isso aí que parece navio é o Centro Cultural Científico - http://www.e-nemo.nl/. Foi projetado pelo mesmo arquiteto do Centro George Pompidou (que adoro) em Paris. E se for tão legal como seu primo francês, deve ser o máximo!

2 comentários:

Anônimo disse...

Adorei os comentários! Parece que estou caminhando pelas ruas estreitas com vocês! Susana

Anônimo disse...

Su-Miguel
Adorei a visita! Passa em casa... tô te esperando, tô te esperando, estou esperando visita...
bjs, Iê