sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

As Moedas-Estrelas

Ilustração de capa do livro "Moedas de Estrelas e Outros Contos" dos Irmãos Grimm, Editora: Associação Pedagógica Rudolf Steiner.


Como é época de natal, quis dar um presente pra Lud, mas algo feito. Então, como boa mãe Waldorf, fui primeiro fazer uma oficina, onde poderia aprender a trabalhar melhor a técnica de "pintar com lã", a feltragem com agulha, aqui chamada de "Prikvilten". Era um workshop pago, mas valeu a pena. Conheci algumas pessoas, como a Cristine, uma mãe suíça, que orientava e dava dicas sobre a técnica - aquela em que temos que pinicar com a agulha, que só de lembrar das picadas que dou em mim mesma, sinto arrepio... mas o resultado compensa, apesar de ser a 2a. vez que faço isso na vida. A 1a. vez que trabalhamos com essa técnica foi em SP, naquele dia gostoso no apê da Ana Paola, seguindo orientação da Ana Carla, uma verdadeira artista. Meninas, as mães aqui também fazem umas coisas lindas!
A Cristine levou tudo: lã, molduras, livros, agulhas e sugestões de desenho. Escolhi fazer a ilustração do conto "As Moedas-Estrelas", dos irmãos Grimm, que eu não conhecia... outras escolheram a Virgem com o menino, ou a cena do presépio, etc. Trabalhamos durante umas 3 horas e o resultado foi esse quadro impressionista feltrado aí embaixo! Como acompanhamento, imprimi a história e demos de presente de Sinterklaas.

E agora compartilho a história da menina do quadro com vocês. Será que alguém conhece esta? Não vale dizer Tia Olga e Deolinda, ok?

As Moedas-estrelas
Era uma vez uma menininha que não tinha pai nem mãe, porque eles haviam morrido. Ela era tão pobre que não tinha mais quartinho para morar, nem caminha para dormir e, por fim, não tinha mais nada além da roupa que trazia no corpo e de um pedacinho de pão na mão, que lhe fora dado por um coração compadecido. Mas a menina era boa e devota, e por estar assim abandonada por todos, ela saiu andando pelo campo, confiante no bom Deus. Então ela encontrou-se com um mendigo, que disse: - Ai, dê-me alguma coisa para comer, estou com tanta fome! A menina entregou-lhe o seu pedaço de pão inteiro e disse: - Que Deus o abençoe para você! - e continuou o seu caminho. Aí veio ao seu encontro uma criança, que lhe disse chorosa: - Estou com tanto frio na cabeça, dê-me alguma coisa para cobri-la. Então a menina tirou o seu gorrinho e o deu àquela criança. - Vá com Deus. Que ele a mantenha sempre aquecida. Finalmente, ela chegou a um bosque e já estava escuro. Então apareceu mais uma criança, pedindo um casaco, e bondosa, a menininha pensou: "Tudo bem, ali tem algumas folhas secas que me aquecerão durante a noite". E ela tirou a sua última peça de agasalho e a entregou à criança. E quando ela ficou ali, parada assim, sem mais nada, de repente começaram a cair estrelas do céu, e eram todas elas reluzentes moedas de ouro. E embora ela tivesse dado a sua última camisa, de repente ela estava com uma camisa nova no corpo, e era do mais fino linho. E então ela recolheu as moedas naquela camisa e ficou rica por toda a vida.

Para ver fotos de feltragens profissas, acesse: http://flickr.com/photos/nushkie/sets/72157605031859989/

3 comentários:

Anônimo disse...

Ieda,

Fiquei arrepiada já ao ver o título da postagem! Além de ser uma história linda, ela foi contada ontem, durante o encontro que tivemos na escola para apresentação de euritmia e entrega dos boletins!

Quanta sincronia.

Beijos para vocês!
Saudades...

P.S. aquela tarde foi mesmo muito gostosa, quando você voltar, vamos marcar novamente para que você nos conte tudo sobre a Holanda.

Ieda disse...

Não acredito no que tô lendo!!!!! Eu que fiquei arrepiada! Como assim, a mesma história?! Há qto tempo será q a Gabriela ensaia isso? Quais as chances de acontecer uma coisa dessas?
Só tem uma explicação: nossos pensamentos, nossas almas estão ligadas, num nível muito profundo mesmo... surreal.

Anônimo disse...

Ops... quem leu a história foi a Sandra, no dia da apresentação de Euritmia cujo tema foi Cristóvão...
Do jeito que escrevi pareceu ser tudo uma coisa só!!!

De qualquer maneira, detalhes à parte, sim, foi a mesma história, na mesma época e isso é de arrepiar mesmo!!!

Saudades!