quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Hoje é dia 29! Hmmm...

Bom, turma, julho não prometo, mas em agosto tô voltando pra comermos aquele nhocão gostoso com aquele vinho (quase que intragável) no Amigo Gianotti!
Enfim, a vida não é perfeita mesmo... Mas vamos que vamos.
Eu queria postar aquela prece que li algumas vezes antes de degustarmos (ou devorarmos) o santo nhoque de cada dia 29, mas não achei aqui nas minhas coisas. Então, pra compensar, resolvi pesquisar a história do Nhoque da Fortuna, que eu não conhecia e aqui tá ela:
"Conta a história que São Pantaleão, num dia 29 de dezembro, vestido de andarilho, perambulava por um vilarejo, em algum lugar da Itália. Com fome, bateu à porta de uma casa e pediu comida. Foi recebido por um casal que, mesmo com certa desconfiança, o convidou para sentar-se à mesa com eles. Como eram pobres e os tempos eram difíceis, não tinham muito o que comer. O único alimento eram nhoques, que dividiram com o Santo: sete nhoques para cada um. São Pantaleão comeu, agradeceu a acolhida e se foi. Para a grande surpresa, ao retirar a mesa, o casal encontrou em baixo dos pratos moedas de ouro."

A simpatia é simples: coloca-se uma nota de qualquer valor sob o prato com nhoque. Pode ser dólar, real ou qualquer moeda estrangeira. Em seguida fique de pé e concentre-se para iniciar o ritual. No prato, separe sete nhoques e coma um a um. Para cada nhoque, faça um pedido diferente. Depois, sente-se e saboreie o restante do prato, de preferência com um bom vinho italiano. O dinheiro colocado sob o prato deve ficar guardado até o próximo dia 29, para garantir a fartura. Outros dizem que deve ser dado a alguém que necessite ou usado quando for feita nova simpatia.
O legal também é que achei neste site e tem receitas!!!!!!!!!!!
Hoje vou tentar preparar um nhoque pra comermos aqui.
Mas não deixem de comer e se lembrem de mim entre uma bocada e outra, ok?

beijo grande a todos, em especial à Fraternidade do Nhoque - Dani, Fê, Karina, Julia, Ivan, Martín
Ieda

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Serendipidade, Lewis Carroll, nhoque



Poisé. Quem nunca teve um momento "serendípico" na vida?
Serendipidade mais ou menos explica nossa vinda pra Holanda.

"Como vieram parar aqui?" É o que as pessoas daqui nos perguntam, muitas vezes, estranhando o fato de uma família brasileira escolher os Países Baixos pra morar, imaginando a bela vida tropical que teríamos/tínhamos (?) no Brasil. Ficam até meio inconformados, mas felizes, agradecidos.

Bem, nossa "escolha" tem a ver com dois fatos importantes.
O primeiro fato é o encontro com dois linguistas que conhecemos em ocasiões e épocas diferentes, Marc Van Oostendorp (olhaí a sopa de letrinhas!) e Geert Booij.

O Marc disse numa palestra: "O legal de ser linguista é que eles sempre encontram problemas onde ninguém vê nenhum. Cada um nessa sala já conversou com um linguista e sabe que de repente a conversa pode ser interrompida por causa de algum aspecto minúsculo do que foi dito".
Dito isso, acrescento que o Marc é um cara que consegue ficar pensando na diferença entre um t e um d por horas!!! (Isso é a cara do Paulo também...)
Pois foi essa figura que conhecemos em Manchester, Inglaterra, num jantar num restaurante indiano, onde, claro (por sorte!!), chegamos atrasadíssimos - 1 hora e meia depois porque ficamos dormindo no hotel, cansadíssimos depois daquele voo da morte da KLM (azar???) - e fomos sentar justo na mesa em que ele estava (sorte!!). Digo justo porque havia o resto do restaurante todo, mais de 60 pessoas.

O Geert é o professor que conhecemos em Toulouse, França, em outra viagem que fizemos, no fim de 2006. O Paulo apresentou um trabalho lá, e depois fomos todos almoçar no "bandejão" (rsrsr) da universidade. Ele e o Paulo se sentaram lado a lado numa mesa supercomprida e ficaram batendo papo.

Hoje, aqui em Leiden, estão Marc, Geert e Paulo, trabalhando na mesma universidade. Um assistindo às palestras do outro.

O segundo fato que nos fez escolher a Holanda, e precisamente Leiden, foi a escola das meninas. Para quem não sabe, ela segue a linha antroposófica.
Enfim. Uma das condições que nos impusemos pra vir foi que elas mantivessem algum laço com o Brasil e com a rotina delas através da escola.
E a Holanda é o país onde a pedagogia antroposófica mais floresceu, apesar de ter nascido na Alemanha.

Mas, voltando no tempo, como fomos parar nessa escola em SP?
O "acaso" de novo entra em cena. Eu conheci a escola durante minha terapia (sorte!!!), há muitos anos, numa fase muito deprê da minha vida... triste, triste (azar!?).
Bem, uma coisa levou a outra e aqui estamos nós. Vai saber, né?

Então, são esses os dois motivos mais óbvios que nos fizeram vir pra cá.

Claro que tudo que acontece pode ser encarado na hora como pura sorte ou um azar do caramba. Coincidência, destino.
Acaso.
Conjunção dos astros, alinhamento dos planetas, estava escrito nas estrelas...
Pode ser. Eu acredito em tudo isso (e em fadas e duendes e elfos também =))) ).

E adoro essa música aqui ó:

Epitáfio

Titãs

Composição: Sérgio Britto

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe alegria
E a dor que traz no coração...

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...

Mas o que tem isso a ver com serendipidade?
É algo como nosso "atirar no que viu e acertar no que não viu". Você tá andando e de repente tromba numa coisa muuuuito legal. Mais legal até do que a coisa que você ia fazer...
E é mais ou menos isso que aconteceu.
O Paulo queria se aprofundar nas pesquisas, eu, uma mudança de ares e... trombamos na Holanda!
Aqui tinha tudo: várias escolas antroposóficas, universidade, pesquisadores de ponta, cidade tranquila, fica na Europa, falam inglês bem à beça, fora o fato de não conhecermos o país (e isso é uma vantagem, sim, sim! serendipidade)...

Opa. Mas ainda tem que enfiar o Lewis Carroll nessa história, como eu disse no título.
Vamos ver se consigo através desse trechinho:

"'There is no use trying,' said Alice; 'one can't believe impossible things.'
'I dare say you haven't had much practice,' said the Queen. 'When I was your age, I always did it for half an hour a day. Why, sometimes I've believed as many as six impossible things before breakfast.'
— Lewis Carroll, Alice's Adventures in Wonderland

In a nutshell (PT - em resumo): "Treine, treine e, com a prática, você vai conseguir acreditar em pelo menos seis coisas impossíveis antes do primeiro gole de café”...

Para saber mais sobre serendipidade, leiam "Os Três Príncipes de Serendip".
Para se divertir muuuuito, e aprender a acreditar cada vez mais no impossível, leiam, sempre, sempre, "Alice no País das Maravilhas".
Para comer um nhoque maravilhoso com gente muito legal, Bexiga/SP, no Amigo Gianotti, todo dia 29. Isso é ajudar a sorte, e além disso o nhoque é impossível de bom!

Quero acrescentar que não tô dando curso nenhum de PNL, não tenho nada a ver com aquele negócio chamado "O Segredo" nem sou guru de coisa alguma...
Quanto ao poder do nhoque da fortuna todo dia 29, nesse eu boto a maior fé! Ah, e não esquece de levar alguma coisa pra botar embaixo do prato! Sugestões: lã, dólar, aluno, carro... o que vc estiver precisando.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Paris - Parte 9 - Crepes com Olavô

Ainda na sexta-feira, saímos pra jantar com Olavô, amigo do Paulo. Eles se conhecem da USP.
O Olavo mora na França já há algum tempo e a princípio íamos a um restaurante perto do nosso hotel. Mas... e esse é o primeiro mas da história... brincadeira. Mas o restaurante que ele imaginava ir tava com fila de 2 horas.
O lugar é pequeno mesmo.
Então, sugeri da gente ir comer crepes. E Olavô pensou um pouco e sugeriu ir pra Montparnasse, que é o bairro famoso pelas galettes e crepes, comida tradicional da Bretanha. E lá fomos nós!

Olavô e Paulô conversaram muito sobre a Linguística, a USP, a França, fofocaram bastante...
falamos também da NO - Nova Ortografia - já que ele, além de outras trocentas coisas, é tradutor e revisor como eu. E não nos conformamos com tanta besteirada - mandachuva sem hífen, guarda-chuva com hífen...

Pra alegrar ainda mais a noite, um cara cantou uns trechos de música brasileira depois que descobriu de onde éramos...

Depois das galettes de ratatouille (surpresa das surpresas), Giu e Lud foram de crepes de nutellá de sobremesá... Ao ataque!





Eu e Olavo dividimos essa cidre com nossas galettes. Muito bom!

Paris - Parte 8 - Louvre


No nosso último dia inteiro em Paris, fomos ao Louvre. Pra essas coisas, você tem que se programar e estar muito, mas muuuuuito disposto mesmo. Ele é lindo, as obras lá dentro são demais, não tem paralelo, tralalá. Mas vai você sair da caminha disposto a enfrentar fila. Em pé, na chuva, com vento... pra entrar e andar por corredores sem fim... vai estar disposto assim na conchinchina...

Mas não é que estávamos?
E a sexta-feira amanheceu com chuva. E fria. E como se não bastasse, acrescentamos um ingrediente: eu e as meninas fomos pro Louvre enquanto o Paulo ia trocar travelers na agência da Amex sem taxas (Opera). Nos separamos no metrô e combinamos de nos encontrar na fila (!!!) ou na bilheteria (!!!!!!).

Valha-me Deus. Isso que é ter fé. No clima, na boa vontade, na sorte.

Mas acho que a Virgem aí nos deu uma mãozinha.
Porque chegamos e pegamos uma fila grande, mas não enorme.
Porque o céu se abriu - nuvens bíblica e tudo - ficou azulzinho.
A fila andou. Literalmente, andou mesmo. Fiquei até rezando pra não andar tão rápido, pra dar tempo do Paulo chegar antes de passarmos pelo detector e tal.

And last but not least, o Paulo chegou e nos achou!!! Ai, que alívio. Onde a gente tava com a cabeça de combinar uma coisa dessas???

Foi bem na hora que a gente tava no "caracol" (onde a fila começa a ficar com aquelas de Playcenter) que ele chegou, procurou a gente desde o fim da fila até o começo e não achou.
Claro que bateu um certo desesperozinho... só nele... rsrsrsrs.
Eu já tinha mandado a Giulia sair da fila - do meio do bololô, como diz a Lud -
e ir procurar o Paulo.
Enfim. Graças à Santa Virgem nos encontramos e foi aquela alegria.
O passeio pelo Louvre foi um alívio perto disso...

Virgem Maria!

No Louvre, o problema é que tem tanta coisa interessante e linda, que você não sabe direito pra onde olhar. E olha que eu e o Paulo já tínhamos programado o roteiro lá dentro, ou seja, ver as coisas mais importantes - que fica cada uma prum lado - e fim.
Mas tem muita coisa importante e linda... a gente vai parando, se encantando...
Logo na entrada, a maravilhosa Vitória de Samotrácia! Amo ela.




Mona Lisa era uma parada mais que obrigatória.
As setas já indicam o caminho mais curto até ela. Chegar perto é que é o problema.
Tentei tirar uma foto, e consegui essa coisa borrada aí.
No fim, achei até interessante ela ficar borrada mesmo. Assim não esquecemos nunca o tumulto que é tentar chegar perto de uma celebridade dessas... e percebi que a vida de groupie e paparazzo não é pra mim.

Salas cheias de estátuas renascentistas, gregas, romanas, orientais, egípcias, divididas por períodos, civilizações, um sonho de museu. As meninas, que fazem massinha, ficam imaginando como alguém fez do mármore uma coisa tão perfeita. Será que fala? Se falasse, o que será que ela diria? (Talvez: Ai, para de fazer cócegas no meu pé! ou Larga d'eu!)



Se tem uma estátua que eu gosto é essa aí da foto. Amor e Psiquê, de Antonio Canova. Se bem me lembro, vi essa estátua também numa pracinha na Europa.



É a coisa mais linda.




No total, ficamos umas boas horas lá dentro.
Quando saímos, eu e a Giu ainda tivemos pique de ir pro Quartier Latin lá na Gibert Joseph - quem é gamado em papelaria sabe do que eu tô falando - para comprar blocos de desenho e materiais de papelaria diversos.
E bater perna na Bd. San Michel, St. Germain, Pantheon, etc. etc.
Ah, Paris! O que você não tem?

Vista das pirâmides de dentro do Louvre

Paris - Parte 7 - Sacre Coeur, Arco do Triunfo

No dia 1o. de janeiro, como acordamos mais tarde, programamos um dia curto.

Fomos depois do nosso café parisiense com cara de café de casa (suco, croissant, baguete, geleia, manteiga, café com leite e chocolate quente). Pegamos o metrô para a Sacre Coeur, a linda igreja de Montmartre que visitava pela 3a. vez...
Na saída do metrô, uma surpresa. Eu já sabia que era dia de escadarias e tinha avisado a turma, pra elas irem se preparando... mas quem disse que eu lembrava quantos degraus tinha isso, minha nossa senhora? Saímos numa escada em espiral e foi um tal de subir e subir e subir e subir... e subir. Cada volta que dávamos, achava que tínhamos chegado na rua. E nada.

Mas chegamos e vimos isso essa belezura aí... que alívio.
Ao menos por enquanto, pois mais escadas e mais subidas nos aguardavam. (Cá entre nós, devíamos ter prometido alguma coisa, pois o tanto de escada que subimos, dava pra pagar promessas por um bom tempo... e ainda ficar com crédito! Hahahaha...)



Um charme o metrô em estilo Art Nouveau!


Claro que depois de sair do metrô ainda tem que andar um bom pedaço pelo bairro.
Tudo muito bem sinalizado, diga-se de passagem. E se você ficar na dúvida, é só seguir a multidão (!!!). Não tem erro.

Nessa parte, bateu uma dúvida... será que a gente pegava o funicular?
Resolvemos arriscar e ir a pé mesmo... e torcendo pra Lud não se cansar muito.
Fomos devagar, vendo as casas, as lojinhas, as ruelas do bairro.
Chegamos na boa na praça aí, de onde se tem a vista da igreja e... de mais escadas.
Alguém falou em pagar promessa?
Enfim... dessa vez não fomos "atacados" por uns africanos que vendem pulseiras artesanais, torres e chaveiros. Subimos devagar pelas rampas laterais, às vezes pela escada central.
Chegamos ao topo, pegamos uma fila pra entrar na igreja, e como reza a lenda, agradeci pelas coisas todas e fiz meu pedido. Comentei isso com as meninas também. E emendei, dizendo que os meus pedidos tinham sido mais que atendidos!
Lá dentro, nos sentamos e ficamos admirando os vitrais, andamos pelos corredores, vendo as esculturas, parando em cada capelinha e altar, lendo/traduzindo pra Lud para que santo ela tinha sido feita, muitas coisas lindas.
Essa aí de baixo é de nada mais, nada menos, que Saint Michel - São Micael para nós. É a primeira estátua do lado direito da igreja, de frente pro altar. Que emocionante ver São Micael!
A Lud quis fazer uma doação - tem um lugarzinho pra colocar doações ao lado de cada um.

Depois que saímos de lá, paramos pra comer uns paninis na rua, enquanto olhávamos pra multidão andando. De lá, descemos de micro-ônibus e fomos de metrô pro Arco do Triunfo.
O legal é que logo que você sai do metrô, já dá de cara com esse monumento.
Tava um frio do caramba, o lugar é todo aberto...



Enfim. Foi um dia mais curto, mas nem por isso menos divertido.
Paris tem muita coisa pra gente olhar e visitar, faça chuva, neve ou faça sol.
Que eu rezava pra sair.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Paris - Parte 6 - Ano Novo na Torre!

Do restaurante, pegamos um metrô pra chegar à Torre Eiffel. Na ida, tudo bem. Já sabíamos que podia ter alguma confusão, garrafada, e como somos brasileiros, já tamos vacinados. E a polícia tava nas ruas, em grupos, como nunca vi. O que era bom, pois antes prevenir...

Chegamos, procuramos um lugar no Campo de Marte, de onde se tem uma vista linda da Torre e ficamos por lá. Batendo papo. Tirando fotos. Esperando. Me beliscando.

A noite estava perfeita. Fria, claro, pois estamos no inverno.

Mas sem chuva, o que é uma sorte. Não dá pra pedir mais que isso...

Já estava quase na hora e não parava de chegar gente.

Gente bem agasalhada, carregando champagne. Gente com fogos.
Bem atrás da gente tinha uma fileira de fotógrafos. Bem, não sei se eram fotógrafos profissas, mas estavam com as máquinas em tripés e tudo.
Até que todos começaram a contagem de minuto, depois segundos... cinco, quatro, três, dois, um... Feliz 2009!
Era mais um ano que chegava... novinho em folha.



A torre ficou toda iluminada. Linda, linda!

Cada hora ela brilhava de um jeito diferente. Com cores diferentes.

Soltaram vários fogos coloridos de formatos diversos...

As pessoas se cumprimentavam, sorrindo. Muitos se beijavam, se abraçavam.
Ganhamos balas de umas pessoas muito felizes...
Não teve confusão nenhuma.



A Lud deitou no gramado (pelouse) e ficou apontando os fogos que via.

Além disso, ela tava cansada de tanto agito.

Imagem da torre conforme nos afastávamos


Fomos embora, depois de um tempo. Tentar pegar o metrô de volta pro hotel.

Foi aí que vimos...

Gente. Muita gente. Um mar de gente se encaminhando pras estações.

Tentamos ir pro ponto de ônibus, já que um dia tínhamos voltado de lá de ônibus.

Não deu. Ele não tava passando. Tivemos que voltar pro metrô. Oh não.

Tinha gente descendo as escadarias aos montes, gente entupindo as plataformas.

Os vagões passando lotados! Me senti na estação Sé às 18h de uma segunda-feira...

Deu um certo desespero. Mas depois de deixarmos passar alguns, conseguimos pegar um trem que dava pra entrar. O que já era um milagre nessas alturas.

O trem enchia cada vez mais que parava numa estação. E eram mais de 7 até chegarmos na Poissonniere...

Uma hora, entraram uns brasileiros fazendo bagunça. Um deles até gritou "Empurra, Tigu!" Sabe lá que nome é esse. O tal do Tigu, por engano, ficou numa estação e os outros seguiram. Aí um dos caras falou: "Tigu, encontra na estação 'Bonnê Nevoá' ". Gente, essa estação se escreve assim: "Bonne Nouvelle". Não tem nada de Bonê Nevoá nisso... rsrsrsr... esses brasileiros!

O pior momento foi quando entraram umas pessoas meio bêbadas. Entraram empurrando, e eu, a Lud e outra mãe com crianças estavámos meio perto da porta. A francesa começou a gritar: Les enfants! Les enfants! Les enfants! As pessoas empurravam, tava tudo bem apertado. Sabe quando não tem espaço nem pra pôr o pé no chão? Assim.

Nessa hora, peguei a Lud e ficamos lá abraçadinhas. Ela tava com medo e começava a chorar um pouco... mas ainda bem que logo depois descemos na nossa estação... ufa, deu um alívio.

Pois é. Até em Paris tem forfé.

Lud e Lina e Torre Eiffel estrelada

Paris - Parte 5 - Jantar de Ano Novo!

Esse dia pra mim tem muitos significados. É um dia que, desde que me conheço por gente, comemoro com minha família - avós (quando eu tinha), tios, primos, pai, mãe, e todo mundo que estiver na casa da Tia Nessan, por extensão.
Para os japoneses, é uma data mais importante do que o Natal até, que tem um significado mais católico - e meus avós eram budistas, xintoístas, PL... ou seja, Natal? Não entendiam direito o que era isso. Mas Oshogatsu era O DIA!
Mas este ano foi diferente. Não estava em Jundiaí, muito menos no Brasil.
Eu me senti até meio perdida... nestas datas importantes, vemos como nossas raízes falam alto. Como nossa cultura tá entranhada lá dentro da gente. É nessa hora que dá um aperto.
Mas estávamos em Paris, e o que fazer, já que estávamos lá?!
Nossa comemoração de começou com um jantarzinho num restaurante francês - o que podia ser óbvio, estando nós na França - mas não é, dada a quantidade de tantos outros restaurantes de nacionalidades variadas...

Como o dia já tinha sido bem cheio, resolvemos procurar um lugarzinho bem aconchegante.
O dono do restaurante era um francês com ascendência argelina muito boa gente que nos recebeu sorrindo! Um bom começo, sem dúvida... me fez sentir "em casa".

Comemos várias saladinhas de entrada - aspargo, palmito, legumes, alcachofra, folhas.
Uma delícia, e como vieram em pratinhos separados, fomos fazendo um "rodízio" e todos experimentamos de todas.

E uma comidinha bem francesa, entrecote com fritas, delicioso!
De sobremesa, ainda guardamos aquele espaço pra mousse e o creme caramel.
Hmmmm...

E de lá, seguimos pro nosso Reveillon, na Torre Eiffel.

Vista da Champs Eliseé

Paris - Parte 4 - Bois de Bologne; Exploradome

Passear pelo Bois de Bologne foi uma das melhores coisas que fizemos em Paris...



Nada contra a Disney, muito menos a EuroDisney, ou o Parque Asterix (que as meninas nem sabem quem é direito) ou qualquer outro. Mas todo mundo tem sua cota de horas de fila...


Talvez quem vá pra França com criança (desculpe a rima) fique preocupado em fazer um programa "divertido" e inesquecível. Em tentar agradar à turminha pequena. Compreensível.


Bem, esse foi o nosso passeio "infantil" inesquecível.
O Bois de Bologne passa longe dos pontos turísticos óbvios. É uma mistura de Ibirapuera (pelo espaço) com Sesc (pelas atividades). É onde vão as famílias parisienses. Onde crianças de 6 anos praticam equitação. Onde se pode entrar sem filas! Milagre dos milagres, estando em Paris. Onde não tem essa praga chamada "turista"... sim, não tô me achando não, mas chega uma hora que cansa...

Não sabíamos disso, mas percebemos logo que era um lugar de "parisiense da gema", pois em todo lugar que se vá em Paris se ouve todo tipo de língua, às vezes até francês... mas não no Bois. Lá, pra minha surpresa, só ouvimos francês! Que delícia!!!!!!



Flanamos bastante ao ar livre...





Vimos um lago congelado:
dá pra ver as pegadas dos patos?!



Ponte do Jardim Coreano - viu, não falei que parecia o Ibirapuera? Em vez de pavilhão japonês, gazebo coreano.





Giu fez poses no cenário virtual - parecia até The Truman Show de tão real!

enquanto a Lud acariciava os bichos todos que encontrava pelo caminho...



O parque é lindo! Cheio de plantas, trilhazinhas, atrações... e passeios de pônei.

Nunca pensei em ir pra Paris e visitar um lugar desses!
E visitamos o Exploradome, onde passamos horas... nos divertindo, aprendendo. Sem barulhos extras, sem gente empurrando... ah, que sonho!

O Exploradome é primo do Exploratorium de São Francisco, Califórnia, que conhecemos quando moramos lá. É tipo uma estação ciência de SP (acho eu, pelo menos de ouvir falar, pois acreditam que nunca fui??? Esse vai pra "to do-list").


Espelho maluco!
O Paulo não se cansava de fazer poses!









Até que ficou de castigo... numa cadeira feita pra ele...














obrigando as meninas a se espremerem na menor...
No fim, todo mundo quis subir na cadeirona e experimentar.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Paris - Parte 3 - Museu do Quai Branly


Bem, depois de pegar uma fila de 3 horas pra passar uma hora na Torre, compensamos não pegando fila mas ficando bastante tempo num lugar mais quentinho e cheio de coisas interessantes e inesperadas no Museu do Quai Branly, a dez minutos da torre, pelo Sena. Pra que isso acontecesse, o Paulo foi antes e comprou os ingressos. Quando saímos da torre e chegamos lá, foi só ver a exposição nos jardins do museu e lá dentro, que é enorme.

Paris pode se dar ao luxo de ter um museu voltado pra cada área do conhecimento e das artes. O Branly foca as culturas não-européias, ou seja, da Oceania, das Américas, da Ásia.


Tem um pouco de cada coisa: pinturas, máscaras, utensílios, trajes, esculturas... Não tem atividades como o Naturalis, mas mesmo assim, foi bem interessante.












Giu e Lud... dentro e fora do iglu!

Paris - Parte 2 - Torre Eiffel

Paris. O dia 2 amanheceu frio (que novidade), cinzento e chuvoso.
Bem diferente da véspera e justo no dia em que reservamos pra Torre Eiffel. E essa aí foi nossa primeira visão da torre na saída do metrô Trocadero. Além claro, do mar de gente e ambulantes vendendo torres e mais torres, em forma de chaveiro, relógio, estampados em bonés, guarda-chuvas, capas.
Tenho certa aversão a adquirir tudo que é óbvio demais. E a torre ou qualquer outro monumento famoso não fogem à regra...


Mas cedi quando as meninas quiseram comprar uma torre de pirulito durante nossa "estada" na fila, de 10h30 até 14h.
Sim!!!! Apesar do dia chuvoso, frio, do lago gelado, do piso escorregadio, de ser dezembro e inverno invernoso, tinha muuuuita gente. Não esperávamos tanta gente assim. Mas resolvemos que o sacrifício valeria a pena e mantivemos nossa programação.
Depois de acharmos o fim da encaracola e longa fila de subir pelo elevador (o que pode parecer óbvio, mas era tanta gente que as voltas davam até nó), nos postamos atrás de um casal de italianos e começamos nossa jornada. A Giu tinha ficado meio desapontada com essa decisão, pois queria subir a pé os trocentos degraus que levam ao segundo andar - coisa que fiz na minha 1a. visita. Mas a fila de subir a pé era outra, e isso era mais um complicador. Fica pra próxima.

Eu já tinha pulado a subida à torre na minha última passagem por Paris com o Paulo, mas agora com a Giu e a Lud a coisa mudava de figura. E a visita à torre era praticamente a coisa mais esperada da viagem. Não falavam de outra coisa.



Nesse ponto tenho que reconhecer a bravura e a persistência delas. Ficamos nós 3 lá em pé durante essas 3 horas sem capa de chuva, guarda-chuva, só com nossos sanduíches, balas e sucos, casacos quentinhos e muuuita disposição. Conversando, olhando, torcendo.

Depois que passamos pelo raio-X - todo lugar supervisitado tem-, o que acrescenta ainda mais tempo de espera - a fila andou bem rápido e em menos de 20 minutos compramos os tíquetes e pegamos o elevador. Puxa, que alívio!

Giu e Lud no segundo andar da torre



A torre Eiffel é mesmo linda, seja vista do alto do 2o. ou 3o. andar ou do meio das estruturas, e toda a espera só faz aumentar a ansiedade e a emoção... é incrível subir e poder ver a cidade lá de cima. Estar no topo e abraçar a cidade de todos os ângulos. Nenhum outro monumento no mundo é tão bonito e poético. E debaixo de chuva ou sol, vale a pena, sim!



Campo de Marte visto da Torre Eiffel


Torre e guarda-chuvas