sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Paris - Parte 8 - Louvre


No nosso último dia inteiro em Paris, fomos ao Louvre. Pra essas coisas, você tem que se programar e estar muito, mas muuuuuito disposto mesmo. Ele é lindo, as obras lá dentro são demais, não tem paralelo, tralalá. Mas vai você sair da caminha disposto a enfrentar fila. Em pé, na chuva, com vento... pra entrar e andar por corredores sem fim... vai estar disposto assim na conchinchina...

Mas não é que estávamos?
E a sexta-feira amanheceu com chuva. E fria. E como se não bastasse, acrescentamos um ingrediente: eu e as meninas fomos pro Louvre enquanto o Paulo ia trocar travelers na agência da Amex sem taxas (Opera). Nos separamos no metrô e combinamos de nos encontrar na fila (!!!) ou na bilheteria (!!!!!!).

Valha-me Deus. Isso que é ter fé. No clima, na boa vontade, na sorte.

Mas acho que a Virgem aí nos deu uma mãozinha.
Porque chegamos e pegamos uma fila grande, mas não enorme.
Porque o céu se abriu - nuvens bíblica e tudo - ficou azulzinho.
A fila andou. Literalmente, andou mesmo. Fiquei até rezando pra não andar tão rápido, pra dar tempo do Paulo chegar antes de passarmos pelo detector e tal.

And last but not least, o Paulo chegou e nos achou!!! Ai, que alívio. Onde a gente tava com a cabeça de combinar uma coisa dessas???

Foi bem na hora que a gente tava no "caracol" (onde a fila começa a ficar com aquelas de Playcenter) que ele chegou, procurou a gente desde o fim da fila até o começo e não achou.
Claro que bateu um certo desesperozinho... só nele... rsrsrsrs.
Eu já tinha mandado a Giulia sair da fila - do meio do bololô, como diz a Lud -
e ir procurar o Paulo.
Enfim. Graças à Santa Virgem nos encontramos e foi aquela alegria.
O passeio pelo Louvre foi um alívio perto disso...

Virgem Maria!

No Louvre, o problema é que tem tanta coisa interessante e linda, que você não sabe direito pra onde olhar. E olha que eu e o Paulo já tínhamos programado o roteiro lá dentro, ou seja, ver as coisas mais importantes - que fica cada uma prum lado - e fim.
Mas tem muita coisa importante e linda... a gente vai parando, se encantando...
Logo na entrada, a maravilhosa Vitória de Samotrácia! Amo ela.




Mona Lisa era uma parada mais que obrigatória.
As setas já indicam o caminho mais curto até ela. Chegar perto é que é o problema.
Tentei tirar uma foto, e consegui essa coisa borrada aí.
No fim, achei até interessante ela ficar borrada mesmo. Assim não esquecemos nunca o tumulto que é tentar chegar perto de uma celebridade dessas... e percebi que a vida de groupie e paparazzo não é pra mim.

Salas cheias de estátuas renascentistas, gregas, romanas, orientais, egípcias, divididas por períodos, civilizações, um sonho de museu. As meninas, que fazem massinha, ficam imaginando como alguém fez do mármore uma coisa tão perfeita. Será que fala? Se falasse, o que será que ela diria? (Talvez: Ai, para de fazer cócegas no meu pé! ou Larga d'eu!)



Se tem uma estátua que eu gosto é essa aí da foto. Amor e Psiquê, de Antonio Canova. Se bem me lembro, vi essa estátua também numa pracinha na Europa.



É a coisa mais linda.




No total, ficamos umas boas horas lá dentro.
Quando saímos, eu e a Giu ainda tivemos pique de ir pro Quartier Latin lá na Gibert Joseph - quem é gamado em papelaria sabe do que eu tô falando - para comprar blocos de desenho e materiais de papelaria diversos.
E bater perna na Bd. San Michel, St. Germain, Pantheon, etc. etc.
Ah, Paris! O que você não tem?

Vista das pirâmides de dentro do Louvre

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